Trabalhadores da educação de Ananindeua encerram greve
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Servidores protestam por melhorias na educação na BR-316, em Ananindeua
Trabalhadores da rede municipal de educação de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, decidiram na tarde desta quarta-feira (11) pelo fim da greve, após quase uma semana de paralisação. Segundo o sindicato da categoria, eles voltam para as salas de aula nesta quinta-feira (12).
Entre os pontos do acordo estão o reajuste salarial de 7%, o vale-alimentação subindo para R$ 900, e o descongelamento da lei do tempo de serviço dos funcionários.
Pela manhã, os manifestantes voltaram a interditar um trecho da BR-316 pedindo reunião para negociar as reinvidicações. O bloqueio ocorreu no sentido de entrada da capital. A interdição começou por volta das 10h e provocou congestionamento na via, uma das principais ligações entre Belém e municípios da região metropolitana.
O trânsito foi liberado por volta das 12h, após representantes do movimento serem recebidos pelo vice-prefeito de Ananindeua, Hugo Atayde (PSB). Após a reunião, o sindicato da categoria aceitou a proposta da prefeitura.
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Na terça-feira (10), uma das pistas da BR-316 também chegou a ser interditada por alguns minutos pelos manifestantes que cobravam uma reunião com o prefeito Daniel Santos para discutir as pautas do movimento.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), cerca de 200 profissionais participaram da mobilização.
A coordenadora-geral do Sintepp, Gady Mabel, disse que os trabalhadores foram recebidos na segunda-feira (9) por representantes da Secretaria Municipal de Educação, mas afirmam que as pessoas que participaram da reunião não tinham poder de decisão para negociar as demandas.
1.500 são concursados
De acordo com o sindicato, o município de Ananindeua tem cerca de 6 mil profissionais atuando na rede municipal de ensino. Desse total, aproximadamente 1.500 são concursados. Ainda segundo a entidade, as aulas nas escolas públicas estão sendo mantidas principalmente por profissionais contratados.
Além do reajuste salarial, os trabalhadores também pedem melhorias na estrutura das escolas e a realização de um novo concurso público.
Segundo a categoria, em 2019 os profissionais da rede municipal recebiam cerca de 30% acima do piso nacional do magistério. Atualmente, o valor estaria cerca de 4% acima do piso, e os servidores pedem que esse percentual seja elevado para 8%.
“É uma luta para garantir valorização e melhores condições de trabalho para quem está na educação”, disse a professora municipal Alessandra Luz.
Greve na educação de Ananindeua
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