Seminários fortalecem bioeconomia e protagonismo de povos tradicionais na Amazônia

  • 24/03/2026
(Foto: Reprodução)
As dinâmicas realizadas durante o seminário reforçaram a importância da participação ativa para o desenvolvimento de estratégias mais assertivas e integrada Acervo Coopaflora Lideranças quilombolas e indígenas da Amazônia participaram de uma série de encontros voltados ao fortalecimento da produção extrativista e à geração de renda sustentável nos territórios. A iniciativa fez parte do ciclo de seminários “Coopaflora em Movimento”, promovido pela Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte (Coopaflora). ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp As atividades ocorreram em comunidades localizadas no norte do Pará, nos municípios de Oriximiná e Alenquer, além de Nhamundá, no Amazonas. Ao todo, 187 pessoas participaram dos encontros, sendo 100 mulheres, o que evidencia o protagonismo feminino nas discussões e decisões sobre o futuro da sociobiodiversidade na região. Realizados em parceria com o Programa Florestas de Valor, do Imaflora, com apoio da Fundação Jacobs, do Iepé e de associações locais, os seminários funcionaram como espaços de planejamento coletivo. O principal resultado foi a construção do Plano de Fortalecimento Participativo (PFP), documento que reúne metas e estratégias para os próximos anos da cooperativa. Durante os encontros, um dos principais pontos debatidos foi como transformar produtos da floresta em renda justa para as famílias. Cadeias produtivas como a castanha-da-amazônia, o óleo de copaíba e o cumaru estiveram no centro das discussões, incluindo temas como boas práticas, logística e comercialização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A coordenadora do programa Florestas de Valor, Maria Farias, destacou que a cooperativa vive um momento estratégico de organização. Ela explicou que a prioridade tem sido fortalecer a gestão interna para garantir autonomia e ampliar o acesso a mercados e políticas públicas, como o PNAE e o PAA. Segundo ela, uma estrutura sólida permite criar mais oportunidades e consolidar parcerias. Ainda sobre a realidade dos extrativistas, Farias ressaltou que o esforço das comunidades nem sempre é devidamente valorizado. Em sua avaliação, discutir transparência e preços justos é fundamental para assegurar que o trabalho na floresta gere renda suficiente para sustentar as famílias. Outro destaque dos seminários foi a forte presença das mulheres na liderança da cooperativa. A presidente da Coopaflora, Maria Daiana da Silva, destacou os desafios de conduzir uma organização que reúne comunidades distribuídas em territórios extensos. A integração da Coopaflora com seus parceiros reforça a rede de apoio necessária para valorizar e garantir a floresta em pé Acervo Coopaflora Ela afirmou que a gestão busca garantir transparência e compreensão por parte dos cooperados sobre o uso dos recursos, além de assegurar que os benefícios cheguem efetivamente às comunidades. Também enfatizou a importância do diálogo constante com quilombos e aldeias, reforçando a construção coletiva das decisões. A rastreabilidade dos produtos também foi tema central. A cooperativa utiliza o Selo Origens Brasil, que certifica a procedência dos itens e identifica sua ligação com territórios tradicionais. Para Daiana, esse reconhecimento agrega valor e amplia o acesso a novos mercados. Ela explicou que, quando o consumidor entende a origem dos produtos, passa a reconhecer o trabalho das famílias e a importância da conservação ambiental, o que contribui para gerar dignidade financeira. O empoderamento se constrói com conhecimento e ocupação de espaços. Registros de uma jornada de trocas intensas durante o Finsa (Festival de Investimentos de Impactos & Negócios Sustentáveis na Amazônia). Acervo Coopaflora Os encontros marcaram um novo momento de organização da Coopaflora. Entre as prioridades definidas estão a ampliação do acesso a mercados institucionais, o fortalecimento da comunicação entre comunidades, melhorias na logística de escoamento, expansão de certificações e o aprimoramento da governança interna. Nos territórios, o sentimento predominante foi de união entre povos indígenas e quilombolas em torno de um objetivo comum: garantir renda, autonomia e preservação ambiental. A percepção compartilhada é de que, quando a produção é valorizada e organizada, a floresta em pé se torna mais valiosa do que derrubada, assegurando o sustento das famílias e a proteção do território. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

FONTE: https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2026/03/24/seminarios-fortalecem-bioeconomia-e-protagonismo-de-povos-tradicionais-na-amazonia.ghtml


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