Rio Gurupatuba sobe mais de 1 metro em um mês e deixa em alerta moradores de Monte Alegre
09/04/2026
(Foto: Reprodução) O nível do rio Gurupatuba segue em elevação
TV Tapajós/Reprodução
O nível do rio Gurupatuba segue em elevação constante no município de Monte Alegre, no oeste do Pará, e já começa a impactar a rotina de moradores de bairros urbanos e comunidades ribeirinhas. A Defesa Civil acompanha a situação de perto e está intensificando o monitoramento diante da previsão de mais chuvas nos próximos meses.
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De acordo com dados do órgão, há cerca de um mês o rio estava com 5,62 metros. Em nova medição, o nível chegou a 6,64 metros, ou seja, um aumento de 1,02 metro em apenas 30 dias, considerado significativo para a região.
Em áreas mais vulneráveis, como o bairro Curitãnfã, onde há grande concentração de casas sobre palafitas, os efeitos da cheia já são percebidos no dia a dia. A moradora Angelita Borges relatou dificuldades causadas pela subida da água, principalmente com a movimentação de embarcações.
“Quando passa barco, a água sobe e invade o assoalho. Molha tudo. A gente fica praticamente ilhado aqui”, contou.
Segundo ela, a expectativa é de que o nível continue subindo, impulsionado pelo período do inverno amazônico, caracterizado por chuvas intensas na região Norte.
A Defesa Civil de Monte Alegre informou que realiza acompanhamento diário do nível do rio e mantém diálogo com famílias que vivem em áreas consideradas de risco, tanto na zona urbana quanto em comunidades mais afastadas.
O município já decretou situação de emergência e aguarda apoio do Governo Federal para atender possíveis famílias afetadas. A orientação é que moradores em situação de risco procurem o órgão para cadastro e acompanhamento.
Uma família já precisou deixar a própria casa devido ao risco iminente e está abrigada na residência de parentes, com assistência da Defesa Civil.
Em Monte Alegre, moradores sofrem impactos da cheia do Rio Gurupatuba
Preocupação com chuvas e “terras caídas”
Além da elevação do rio, outro fator que preocupa as autoridades é a previsão de chuvas intensas nos próximos dois meses. O aumento do volume de água pode agravar fenômenos como as chamadas “terras caídas”, comuns em áreas próximas ao rio Amazonas.
Comunidades localizadas às margens de igarapés e regiões como Sapucaia e Zona do Lago estão entre as áreas monitoradas, devido ao histórico de deslizamentos e erosões.
A Defesa Civil reforça que, em caso de emergência ou sinais de risco, a população deve acionar imediatamente o órgão para evitar acidentes e garantir a segurança das famílias.
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