Presas em Santarém suspeitas de integrar esquema do tráfico que movimentou mais de R$ 20 milhões
27/03/2026
(Foto: Reprodução) Suspeitas presas em Santarém em cumprimento de mandados expedidos pela Justiça do Amapá
Reprodução/Redes sociais
Duas mulheres suspeitas de envolvimento em esquema que movimentou mais de R$ 20 milhões do tráfico de drogas no estado do Amapá foram presas em Santarém, oeste do Pará, na manhã desta sexta-feira (27).
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As mulheres foram identificadas como Carla Patrícia Vieira da Silva, 44 anos, e Natalia de Nazaré de Sousa Pinheiro, 40 anos. Na chegada ao Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) do Baixo Amazonas, em Santarém, elas cobriram os rostos e se recusaram a falar com a imprensa.
Os mandados de prisão, expedidos pela Justiça do Amapá, foram cumpridos por uma equipe do NAI sob o comando do delegado Silvio Birro.
“A Delegacia de Narcóticos (Denarc) do Amapá solicitou o nosso apoio nessa operação. No Pará, foram presas sete pessoas e cumpridos 10 mandados de busca, em Santarém, Ananindeua e Belém. As mulheres respondem por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Elas foram presas nos bairros Vitória Régia e Alvorada”, relatou o delegado.
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Ainda de acordo com Silvio Birro, após o cumprimento dos mandados, as mulheres foram encaminhadas ao Centro de Perícias Científicas (CPC) para exame de corpo de delito e, ainda nesta sexta-feira, devem ser levadas para a penitenciária.
O g1 não conseguiu contato com as defesas das suspeitas.
Operação Labirinto de Creta
Deflagrada na manhã desta sexta-feira (27) pela Polícia Civil do Amapá, a Operação Labirinto de Creta tem como objetivo desarticular o núcleo de distribuição de drogas e lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado no estado.
Com apoio da Polícia Federal, da Polícia Militar e do Grupo Tático Aerotransportado, a operação cumpriu 40 mandados de prisão preventiva e 49 de busca e apreensão.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou a retenção de valores que podem chegar a R$ 5 milhões por investigado, além do bloqueio de veículos, imóveis e outros bens.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados espalhavam os valores oriundos do tráfico em contas de “laranjas”, empresas de fachada e até plataformas de apostas online, para dar aparência de legalidade ao dinheiro.
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