Operação policial mira lavagem de dinheiro do Comando Vermelho em Belém e bloqueia R$ 2,3 milhões
23/04/2026
(Foto: Reprodução) Operação Origo 3: polícia investiga esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Origo 3 para combater lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho. Um imóvel de alto padrão foi alvo da operação.
A ação, coordenada pela Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (DECOR), por meio da Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), cumpriu 8 mandados de busca e apreensão domiciliar na Região Metropolitana de Belém.
Os mandados foram expedidos pela Vara de Combate ao Crime Organizado de Belém e incluem o sequestro de 1 imóvel, além de bloqueio de valores no montante de R$ 2,334 milhões.
Os alvos da Operação Origo 3 em Belém foram:
Elizeu Gabriel Rocha Sampaio
Allan Carvalho Cardoso
Elias Grael Figueiredo Diniz
Eliana Regina Cordeiro da Silva
Andreza Karolina Silva Soares
Jaqueline Amorim da Silva
Deiverton Bragança
Kelly Farias da Silva
O g1 ainda não localizou a defesa dos investigados.
Operação Origo 3 investiga lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho.
Reprodução / PC-PA
A investigação apura crimes de lavagem de dinheiro, com antecedentes de associação para o tráfico de drogas e organização criminosa.
Segundo a polícia, o foco é no núcleo decisório da facção criminosa Comando Vermelho no Pará, com ênfase em movimentações financeiras vultosas da tesouraria da organização, que atua a nível nacional. A operação busca sufocar a parte financeira da facção criminosa no estado.
Ao JL1, o delegado Fausto Bucão, responsável pela Operação, explicou que a investigação tem aproximadamente um ano e busca identificar o caminho financeiro dos recursos levantados com a atividade criminosa, principalmente o tráfico de drogas.
"Nós fizemos esse levantamento durante todo o processo investigativo, principalmente pessoas já presas por tráfico de drogas e que são integrantes da facção. Rastreamos os recursos que são advindos dessa prática criminosa e conseguimos perceber que toda a movimentação financeira se concentrava nessas pessoas".
Sobre o imóvel bloqueado pela operação, o delegado explicou que ele tem "indícios fortes de que não só foi adquirido com recursos ilícitos, mas também servia de base para membros da organização criminosa".
"Nós conseguimos constatar que foram guardados drogas e até armamentos dessa organização criminosa no interior da residência, que fica em um condomínio de alto padrão na região metropolitana de Belém".
Ainda segundo o delegado, novas fases ainda devem ser deflagradas já que as investigações continuam.
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