Museu Goeldi, em Belém, abriga uma das maiores coleções de mamíferos da América do Sul, com quase 47 mil espécimes

  • 06/05/2026
(Foto: Reprodução)
Acervo de mamíferos do Museu Paraense Emílio Goeldi é o terceiro maior do continente Museu Goeldi Uma das maiores coleções de mamíferos da América do Sul está em Belém e reúne quase 47 mil espécimes. O acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi é o terceiro maior do continente e concentra registros da fauna amazônica ao longo de décadas. O que pouca gente sabe é que essa coleção não fica nas áreas abertas à visitação do museu. O acervo está no campus de pesquisa da instituição, também na capital paraense, onde são mantidas as coleções científicas. Entre os milhares de exemplares guardados estão animais emblemáticos da Amazônia, como onças-pintadas e peixes-boi, além de primatas e carnívoros que ajudam a entender como essas espécies se distribuíam no passado e como mudaram ao longo do tempo. Parte desse material começou a ser reunida de forma menos planejada do que se imagina. “Morria um animal no parque, vinha para cá”, explica a bióloga Alexandra Bezerra, pesquisadora do Museu Goeldi e uma das autoras de um estudo sobre coleções científicas na América do Sul . Hoje, o acervo reúne exemplares coletados ao longo do século XX e inclui espécies ameaçadas de extinção. Há também cerca de 70 espécimes considerados “tipos”, usados como referência científica para descrever uma espécie — um dos itens mais valiosos de qualquer coleção . O que a coleção revela A maior parte dos animais catalogados vem da Amazônia Oriental e de áreas de transição, como regiões do Pará, Maranhão, Tocantins e Rondônia. Mesmo com o volume de registros, a coleção também expõe lacunas no conhecimento sobre a fauna brasileira. “Tem muito ‘buraco’ de amostragem — não só na Amazônia, mas no Brasil todo”, afirma Alexandra . Segundo ela, isso acontece porque, historicamente, as coletas se concentraram ao longo de grandes rios, deixando regiões mais isoladas com menos registros. Para que serve guardar esses animais A coleção funciona como base para pesquisas científicas. A partir desses registros, é possível estudar mudanças ambientais, evolução das espécies e até doenças que circulam entre animais e humanos. Por isso, o acesso ao acervo é restrito. “São materiais raros e delicados, que precisam ser manipulados o mínimo possível e por quem sabe manipular”, diz a pesquisadora . Apesar da relevância, coleções científicas na América do Sul enfrentam desafios, como falta de pessoal especializado e limitações de infraestrutura . No Museu Goeldi, a coleção de mamíferos está sem curador desde 2025. Por outro lado, os dados dos espécimes estão digitalizados e disponíveis em uma plataforma nacional, o que facilita o acesso de pesquisadores. Mesmo longe dos olhos do público, o acervo segue como uma das principais bases para estudos sobre a biodiversidade amazônica. Vídeos com as principais notícias do Pará

FONTE: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/05/06/museu-goeldi-em-belem-abriga-uma-das-maiores-colecoes-de-mamiferos-da-america-do-sul-com-quase-47-mil-especimes.ghtml


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