Mãe quilombola é retirada de sala após levar filho de 7 meses à aula na UFPA
13/02/2026
(Foto: Reprodução) UFPA
g1 Pará
Uma estudante quilombola do curso de Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi expulsa de sala de aula por uma professora por estar com o filho de sete meses no colo, na segunda-feira (9), em Belém. A mãe universitária saiu da sala chorando após o constrangimento público.
De acordo com o Centro Acadêmico de Desenvolvimento Rural (Cader), a docente afirmou que "não é da conduta dela dar aula dessa maneira" e determinou, na frente de outros estudantes, que a aluna se retirasse da sala.
Ainda segundo a entidade, a estudante questionou se receberia o conteúdo da aula e foi informada de que não haveria reposição. Testemunhas relataram que a aluna começou a chorar e a professora disse para ela "deixar de vitimismo".
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O centro acadêmico de Ciências Sociais classificou o episódio como constrangimento público e violência simbólica contra uma mãe universitária.
Além disso, afirmou que nenhuma estudante pode ser punida por exercer a maternidade. A entidade estudantil cobra apuração do caso e medidas institucionais que garantam a permanência de mães na universidade.
O g1 tentou contato com a professora, mas ainda não obteve resposta até a publicação da reportagem.
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Estudantes e lideranças cobram respostas da UFPA
reprodução
Manifestação
Na quarta-feira (11), estudantes, lideranças quilombolas e movimentos sociais realizaram uma manifestação pacífica em direção ao Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (INEAF/UFPA) e à Reitoria da universidade. O grupo pediu esclarecimentos e responsabilização pelo ocorrido.
Manifestantes cobram respostas da UFPA
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O que diz a UFPA
Em nota, a UFPA informou que a direção do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares e a Faculdade de Desenvolvimento Rural acolheram a manifestação estudantil realizada no dia 11 de fevereiro.
A universidade afirmou ainda que os procedimentos institucionais cabíveis estão sendo providenciados desde o dia 9 de fevereiro.
A instituição reforçou que "mantém ambiente de diálogo aberto com a comunidade acadêmica e de respeito aos povos tradicionais".
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