Droga era fracionada do Pará ao Amapá para escapar da fiscalização, diz polícia
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Operação investiga esquema de tráfico de drogas entre Amapá e Pará
As investigações da Operação Abadom realizada nesta terça-feira (31), revelaram em detalhes como funcionava a rota do tráfico de drogas entre o Pará e o Amapá. O esquema era comandado por um guarda municipal de 43 anos, apontado como liderança da facção Família Terror do Amapá (FTA) e considerado o maior fornecedor de entorpecentes para o estado amapaense.
De acordo com a polícia, a droga — principalmente cocaína e crack — saía do Pará e era transportada para o Amapá em cargas fracionadas, com o objetivo de dificultar a fiscalização. Quando chegava em território amapaense, o material era distribuído para diferentes pontos de venda ligados à facção.
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O dinheiro arrecadado retornava ao Pará e era lavado por meio de uma rede de “laranjas” e empresas de fachada. O grupo utilizava depósitos bancários fracionados para evitar a detecção pelos órgãos de controle financeiro. Além disso, parte dos recursos era investida em imóveis de luxo, veículos blindados e negócios fantasmas, que serviam como fachada para movimentar os valores ilícitos.
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Ainda segundo os investigadores, essa rota interestadual era considerada estratégica para a facção, garantindo o abastecimento constante de drogas no Amapá e sustentando a estrutura criminosa. A infiltração do líder na Guarda Municipal do Pará permitia que o esquema operasse com maior segurança, já que ele usava o cargo como escudo contra suspeitas e investigações.
Operação contra o tráfico de drogas no Amapá e Pará
Sejusp/divulgação
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