Confira o que diz a polícia sobre a morte da professora em Juruti; próprio filho confessou o crime
30/04/2026
(Foto: Reprodução) Delegacia de Juruti
Temis de Souza
A morte da professora Lana Angélica Sousa Guimarães, de 60 anos, que ocorreu em Juruti, no oeste do Pará, no início desta semana, foi esclarecida com detalhes pela Polícia Civil. O crime ocorreu dentro da própria residência da vítima e teve como autor o filho dela, Clédson Guimarães, conhecido no município como “Queque”, que confessou o homicídio após ser preso.
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Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado na segunda-feira (27), quando equipes foram acionadas para atender uma ocorrência de homicídio. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a professora caída ao chão, com diversas perfurações provocadas por faca.
Professora Lana Guimarães encontrada morta na segunda (27)
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De acordo com o delegado, Weslley Vicente, responsável pela investigação, a cena indicava extrema violência. “A vítima apresentava cerca de 12 perfurações de arma branca. A partir disso, iniciamos a coleta de provas, apreendemos a faca utilizada no crime e o celular da vítima, além de requisitar exames periciais”, explicou.
Ainda no local, os investigadores começaram a ouvir testemunhas e a buscar imagens de câmeras de segurança nas proximidades da residência para entender a movimentação antes e depois do crime. Com o avanço das diligências, os indícios passaram a apontar o próprio filho como principal suspeito.
Diante das provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de Clédson Guimarães, que foi cumprida. Inicialmente, ele negou participação, mas mudou de versão durante a investigação.
“Ele apresentou resistência em um primeiro momento, mas posteriormente pediu a presença das 3 irmãs na delegacia. Foi nesse encontro, marcado por forte emoção, que ele decidiu confessar o crime e solicitou um novo interrogatório para formalizar a confissão”, relatou o delegado.
Motivação ligada a dívidas e conflitos familiares
As investigações apontam que o crime foi motivado por problemas financeiros enfrentados pelo suspeito. Conforme a polícia, Clédson Guimarães acumulava dívidas, inclusive com agiotas, e enfrentava dificuldades relacionadas ao uso de entorpecentes.
No dia do crime, ele teria procurado a mãe em busca de ajuda financeira. A vítima, que já havia auxiliado o filho anteriormente, negou o pedido desta vez.
“Diante da negativa, ele teve uma reação completamente desproporcional, tomada por raiva, e acabou desferindo os golpes que resultaram na morte da própria mãe”, detalhou o delegado.
Ação integrada e rápida elucidação
A investigação contou com o apoio de equipes especializadas de Santarém, como o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), a Divisão de Homicídios e a Polícia Científica do Estado, que atuaram na produção de provas técnicas e relatórios de inteligência.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho conjunto foi decisivo para a rápida identificação da autoria e esclarecimento do crime.
Suspeito foi transferido para Santarém
Chegada de Cledson Renner Sousa Guimarães a Santarém
Rede social e Encontro das Águas
Devido à forte comoção provocada pelo caso em Juruti, o suspeito foi transferido para o presídio em Santarém após a prisão.
“A repercussão foi muito grande. Houve uma mobilização para que a transferência ocorresse de forma rápida, garantindo a segurança e a ordem pública”, informou o delegado.
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A Polícia Civil considera o caso esclarecido. O inquérito segue agora para os procedimentos legais junto ao Poder Judiciário.
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