Capacitação prepara policiais para abordagem a pessoas com autismo em Santarém

  • 12/02/2026
(Foto: Reprodução)
Em Santarém, órgão de segurança realiza treinamento para ocorrências de pessoas com TEA Policiais militares participaram de uma formação sobre como agir em ocorrências envolvendo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Santarém, oeste do Pará. A iniciativa foi organizada pelo Comando de Policiamento Regional 1 (CPR-1) e reuniu também representantes da sociedade civil. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O objetivo foi preparar os agentes, especialmente os que atuam no ambiente escolar, para abordagens mais seguras e humanas. A capitã Graciete Queiroz explicou que a capacitação reforça o trabalho preventivo já desenvolvido pela corporação. Ela destacou que o tema exige sensibilidade e preparo. “A Polícia Militar atua na parte preventiva, com os projetos sociais, atua também no programa Escola Segura, então nós estamos nesse ambiente escolar.”, afirmou. O sargento Glauber Mota, coordenador do Policiamento Comunitário Escolar, ressaltou que a formação abordou situações práticas do dia a dia. Ele enfatizou que o trabalho se estende para além da sede do município. “Durante uma abordagem policial, o que fazer quando uma criança ou adolescente? Tudo isso está somando forças. É um trabalho que o Estado do Pará está desenvolvendo aqui em Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos”, declarou. A formação foi organizada pelo Comando de Policiamento Regional 1 e buscou preparar quem está na linha de frente para que as abordagens sejam mais seguras e também mais humanas. Reprodução/TV Tapajós Durante o encontro, foram apresentadas informações sobre características do espectro autista, incluindo reações a estímulos sonoros, contato físico e abordagens diretas. O médico especialista em TEA, Matheus Porto, explicou que a sensibilidade sensorial é um dos critérios do transtorno e pode influenciar o comportamento durante uma ocorrência. “Há ruídos, há o tato, há barulho. Algumas condições comuns na abordagem policial, como a sirene ou o tato excessivo, podem desencadear uma crise. Se o agente não tem esse conhecimento, não tem como saber disso”, disse. O coronel Wagner Almeida destacou que a capacitação fortalece a atuação policial e traz segurança às famílias. “Essa capacitação vai favorecer e validar a atuação do nosso policial. As famílias podem ter a certeza de que a Polícia Militar vai saber lidar, se caso necessite de uma atuação”, afirmou. O psicólogo Ícaro Pessoa defendeu que empatia e ciência devem caminhar juntas nas abordagens. “É necessário compreender e, através do conhecimento científico, possibilitar que qualquer tipo de abordagem seja feita com segurança e aplicação correta à sociedade”, declarou. A presidente do Teas do Tapajós, Cibelle Diniz, lembrou que pessoas com autismo têm direitos garantidos por lei. Ela destacou que a legislação federal ampliou essa proteção. “O autista possui todos os direitos civis que qualquer cidadão tem. A partir da Lei Berenice Piana, ele passou a ser equiparado à pessoa com deficiência para todos os efeitos legais”, afirmou. Segundo o último censo, o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo. A formação reforça a importância de que agentes de segurança pública estejam preparados para agir com conhecimento, respeito e responsabilidade diante de uma realidade cada vez mais presente na sociedade. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

FONTE: https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2026/02/12/capacitacao-prepara-policiais-para-abordagem-a-pessoas-com-autismo-em-santarem.ghtml


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