Boto-cor-de-rosa fica preso em canal de Belém; 'Situação totalmente inusitada', diz bióloga
17/03/2026
(Foto: Reprodução) boto-cor-de-rosa fica preso em canal de Belém
Um boto-cor-de-rosa fêmea ficou preso no canal urbano União, no Marco, bairro de Belém, nesta terça-feira (17). O animal foi resgatado em seguida.
Moradores ficaram curiosos e se aglomeraram na rua, próximo de onde o mamífero ameaçado de extinção estava. Ele se debatia à procura de uma saída.
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O Corpo de Bombeiros foi acionado e isolou a área. Os agentes também contataram o Instituto Biologia e Conservação de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (BioMA), da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) para o resgate adequado.
"Essa é uma situação totalmente inusitada. Nunca tivemos ocorrências de botos em canal [antes]. É uma situação complexa", disse a bióloga Angélica Rodrigues, integrante do Instituto Bioma.
Os bombeiros sinalizaram que uma maré alta pode ter ocasionado a presença do animal na área urbana. O canal União integra o complexo formado pelos canais Vileta, União, Leal Martins e Timbó, obras entregues dentro do planejamento para a COP 30 em Belém. A área do União faz parte da bacia do rio Tucunduba.
Boto-cor-de-rosa ficou preso em canal urbano de Belém.
Reprodução / Redes sociais
O boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é um golfinho de água doce, nativo dos rios da bacia amazônica. Conhecido pela coloração que varia do cinza ao rosa intenso, ele se destaca pelo focinho longo e estreito e um pescoço flexível.
De acordo com a bióloga, veterinários e outros biólogos participaram do resgate, que é considerado delicado. Os profissionais retiraram o animal do canal e o levaram para a Ufra. O objetivo é reintroduzir o boto ao habitat natural assim que possível.
"Ele está com escoriações que nos preocupam, mas, aparentemente, não está tão magro", detalhou Ângela.
A profissional esclareceu que, em caso de sol forte, há o risco de insolação para o animal. Assim,a equipe precisaria agir ainda mais rapidamente no resgate e até estender uma tenda para protegê-lo da luz solar, já que, em um espaço pequeno como o carnal urbano, o boto fica muito mais vulnerável.
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