Adolescente indígena é vítima de estupro coletivo no AM; Justiça decreta prisões
08/10/2026
(Foto: Reprodução) 68ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itamarati, no interior do Amazonas.
Divulgação/Polícia Civil
Uma adolescente indígena de 15 anos foi vítima de estupro coletivo em uma comunidade de Itamarati, no interior do Amazonas. Segundo documentos obtidos pelo g1, a Justiça decretou a prisão de cinco investigados pelo crime.
De acordo com a denúncia, a violência ocorreu no dia 18 de setembro deste ano, mas o caso só chegou ao conhecimento da polícia na última semana do mesmo mês. O registro foi feito após uma moradora procurar a delegacia para denunciar o crime.
A denúncia ganhou repercussão depois que vídeos que supostamente mostram a violência passaram a circular em grupos de WhatsApp no município. Segundo relatos, as imagens foram compartilhadas inicialmente em grupos indígenas e, depois, chegaram a outros moradores da cidade.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp
A advogada Inory Kanamari, que acompanha familiares da adolescente, afirmou que a vítima não foi responsável pelo registro da ocorrência. Segundo ela, uma mulher não indígena decidiu procurar a polícia após ter acesso às imagens.
Agora no g1
Ainda de acordo com a advogada, houve divergências iniciais sobre a quantidade de suspeitos envolvidos no caso. Enquanto familiares da vítima relataram a participação de cinco homens, as primeiras informações da investigação apontavam um número menor.
Posteriormente, a polícia passou a apurar a possível participação de cinco suspeitos. Segundo Kanamari, documentos e informações foram entregues às autoridades para auxiliar na identificação dos investigados.
Em nota, a 68ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itamarati informou que investiga o caso e que os cinco suspeitos de envolvimento no crime já foram identificados. A unidade policial informou ainda que solicitou à Justiça a prisão preventiva dos investigados.
A Polícia Civil destacou que as investigações continuam em andamento e, por isso, outras informações não serão divulgadas neste momento.
A reportagem também procurou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para saber se o órgão acompanha o caso e quais ações de assistência estão sendo prestadas à adolescente e à comunidade. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.